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lavando a roupa suja

Ao longo desses anos que trabalho na minha área de formação, venho notando que assim como em qualquer outra, é muito difícil nos dar bem com todo mundo, e comigo não é diferente. Vou citar alguns exemplos:

O que leva um programador dizer aos demais que ele ganha mais do que os outros? – Sim, trabalhei com um mané que frequentemente fazia questão de deixar claro pra todo mundo que ele ganhava mais, pelo menos ele era de outra equipe (equipe mesmo, aquilo estava muito longe de ser um time). Resultado, devido ao seu comportamento ele foi demitido no meio de um projeto.
Já imaginou dividir a baia com o Charles Bronson? é amigão, eu tive esse “privilégio”, o cara era o “fodão” (pelo menos ele pensava que fosse), além de ser super auto-confiante não admitia erros, quando ele errava a equipe toda era culpada, mas quando alguma outra pessoa da equipe cometia um erro, a culpa era só dela. Uma vez passei a semana toda em uma task beeeem chata, mas que consegui finaliza-la na sexta e quando voltei na segunda ele tinha dito que tinha feito “coisas mirabolantes” e que tinha terminado o que eu tinha feito, wtf? com toda minha calma oriental falei que ja tinha feito exatamente aquilo que ele acabara de me falar, mas claro que o Charles Bronson não satisfeito fez questão de mostrar o código, que logo reconheci pois estava exatamente como deixei na sexta, dessa vez eu não satisfeito abri a versão passada do meu commit e mostrei “olha meu commit de sexta, eu ja tinha feito isso”. Resultado, ele saiu da empresa por conta própria, mas logo quis voltar e a empresa não o aceitou de volta.
Bugs são chatos, mas uma pessoa que só cria bugs é mais chato ainda. Bug é um jeito formal de falar em nossa área, mas em alguns casos é uma “cagada” mesmo, pense em ter uma pessoa da equipe que não aceita ajuda e só cria “bugs”, e o pior, depois ele não assume os erros e outras pessoas da equipe perde tempo consertando seus erros enquanto ele cria mais bugs…é inacreditável algumas coisas que lembro. Resultado, devido a pressão ele saiu \o/

Hoje com tudo que tenho apreendido sobre scrum, muitos desses problemas poderiam ser resolvidos muito mais rápido e talvez impedisse a perda de pessoas no meio do projeto, com a retrospectiva que é a tal hora de “lavar a roupa suja” todos esses problemas que enfrentei poderiam ser jogados na mesa, e talvez poderiamos saber as opiniões dos outros membros da equipe e quem sabe se todos tivessemos a mesma opinião conseguiriamos ajudar a pessoa, ou até mesmo, se eu fosse a única pessoa a ter notado esse problema…talvez eu fosse o empecilho e eu precisasse de ajuda, quem sabe eu era o único chatão…

E vocês, costumam “lavar a roupa suja” em suas retrospectivas?

edit: o comentário da Brena me fez lembrar que, lavar a roupa suja é diferente de “caça as bruxas”, não devemos levantar culpados e sim procurarmos resolver os problemas da melhor forma possível para o time.

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o que fazer com um chicken?

Canja? nuggets? uma porção de frango a passarinho? brincadeiras à parte, gostaria de saber qual a experiência de vocês em relação aos chickens.

Não lembro aonde li, mas me recordo de ter visto em algum livro ou post que dizia +- assim: “…com o andar do sprint, os pigs identificam um chicken no time, caso haja algum…”

  1. vocês concordam com essa abordagem?
  2. ja identificaram algum chicken no time?

Acho que a maior dúvida é, quais atitudes devemos tomar quando isso ocorrer!? discuti esse tema essa semana com meu amigo e o mesmo me disse que passou por uma situação parecida, e no caso deles, eles ajudaram o chicken a ser um pig novamente. Sem dúvidas essa me parece ser a melhor escolha (todo mundo sai ganhando), porém, o chicken muitas vezes não sabe que ele é um chicken e não aceita ajuda, dificultando mais ainda (já passei por tal situação, o rapaz não aceitava ajuda).
Qual o papel do scrum master nesse caso? será que os pigs devem informar aos SM sobre o provável chicken ou se o SM for participativo o suficiente ele teria percebido o mesmo que o restante do time? e se apenas você acha que um membro do time é um chicken? e se fora do trabalho o chicken é um grande amigo, como deixar de lado a amizade e pensar no lado profissional? quanto um chicken pode comprometer um sprint? muitas…muitas dúvidas! afinal, gostaria que contassem se ja passaram por situações parecidas e o que decidiram.

ps: vale lembrar que minha experiência com scrum é pequena, mas por favor, me corrijam se falei muita besteira :)
ps2: em nenhum momento criei esse post para crucificar alguém, apenas tenho real interesse na experiência de vocês, acredito que são temas como esse que nos enriquecem e nos deixam mais preparados para as situações do nosso cotidiano.

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final do segundo sprint

Finalizamos ontem nosso segundo sprint e assim como o primeiro, conseguimos mostrar todas as histórias para o PO. Podemos dizer que tivemos uma pequena vantagem sob o primeiro sprint, já tinhamos em mãos os pontos que acertamos e os que pecamos, então, teoricamente deveríamos manter os pontos positivos e eliminarmos os negativos.

Pós e Contras
- Apresentamos tudo, nenhum história/tarefa sumiu (ponto positivo).
- Integração do Spring Web Flow + JSF em uma história que precisava de um “wizard” (ponto positivo).
- Surgiram alguns problemas com a versão do sistema que está em produção, e a pedido parte do time trabalhou em um domingo. As correções eram necessárias, não teria como deixar para o próximo sprint, só leva o ponto negativo porque essa semana ficou mais longa (ponto negativo).
- O “Harry” da Caelum entrou para o time (ponto positivo).
- Código que está funcionando pode melhorar! Temos que deixar de ser acomodados! (ponto negativo).
- Pontuação das histórias e horas estimadas de cada tarefa foram melhores estimadas (ponto positivo).
- O “espírito de porco” influenciado por algum problema pessoal, parece que está rondando um membro do time, isso pode comprometer nosso próximo sprint dependendo de quão podre está essa maçã (ponto negativo).
- Pensei que o time se preocuparia mais com refatoração e testes e não foi isso que percebi (ponto negativo).
- Criação de tags no SVN (ponto positivo).
- Integração com sistema de geração de boleto da Locaweb (ponto positivo).

Finalizando, a sensação de terminar outro sprint e apresentar tudo é excelente, novamente não ouvimos nada que pudesse originar algum desconforto, tudo dependia apenas do time. Sendo sincero, estou um pouco cansado após 2 sprints, gostaria muito que segunda-feira pudessemos esquecer um pouco das histórias do product backlog e termos nosso “lab day“(inspirado pelo Google, claro!) como dito no livro “Scrum and XP from the Trenches” escrito por Henrik Kniberg. Até a próxima!

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