Archive for February, 2010

quebrando um costume

Costume nada mais é do que um hábito. Alguns, de tão rotineiros parecem tão normais que as vezes fazemos sem pensar, e não deveriamos.

Um exemplo de costume que eu confesso que já fiz e vi acontecer o em todas empresas que já trabalhei: agradecimentos no e-mail de despedida.
Por que as pessoas só dizem obrigado no momento que estão deixando a empresa? Será que é vergonhoso ou errado agradecer seu colega de trabalho pela ajuda que ele proporciona todos os dias? É estranho agradecer por confiarem no seu serviço? Ou será que, apenas o fato de você estar trabalhando e se empenhando todos os dias transpareça uma imagem de agradecimento?

Ontem após o planning, fomos ao restaurante “comemorarmos” o último sprint que foi aceito pelo PO, e como sempre participei e sendo sincero fui mais um ouvinte de discussões sobre agile, xp, scrum… discussões essas valiosíssimas e que ao deixar o restaurante fiquei tão agraciado que me senti feliz e importante por fazer parte daquele time, e senti uma vontade de agradecer meu amigo que um dia se lembrou do japa aqui e fez o convite para integrar essa equipe, e assim o fiz e me fez refletir sobre esse post.

Não espere ter que sair da empresa para agradecer a oportunidade que lhe deram em um e-mail de despedida, quebre e fuja desse e de outros costumes.

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tendências

Tendência é algo que nos cerca por todos os lados, sejam pelas roupas, comida, música e em nossa área não é muito diferente, aliás, acho que talvez possa ser muito mais do que em outras, visto que as novidades não param e todos os meses somos bombardeados com elas em revistas, blogs, fóruns, twitter, eventos…aí eu lhes pergunto:

  • vocês costumam ou acham importante ficar por dentro das tendências?
  • como filtram o que realmente lhes interessam?
  • o que acham das pessoas que não estão nem aí para as novidades?

Já citei em um post passado e até recebi comentários sobre “evolução no código”, talvez tendências tenha um papel fundamental para isso, será que podemos evoluir sem atribuir nada de novo em nosso dia-a-dia? evolução essa que não fica apenas em nossos códigos, mas na forma e em como trabalhamos também.

Dosagem
Algo muito importante, o ideal ou talvez mais óbvio seria dizer “nem muito e nem tão pouco”, já passei por lugares que era muito difícil convencer ao chefe da equipe para incluirmos algo de novo no projeto e outro que por não sofrermos nenhuma resistência nos levaram a grandes falhas. Nos 2 exemplos nós sofremos, no primeiro por talvez termos perdido tempo arrumando soluções próprias sendo que o mercado oferecia uma alternativa pronta e por ficarmos estagnados em nosso “mundinho”. No segundo exemplo podemos dizer que a nossa “festa” no final virou um “pesadelo”, quando decidimos criar um projeto novo olhamos as tendências atuais daquele tempo e atribuímos ao projeto sem ao menos estudar seus pós e contras.

Exemplo
Vamos simular um cenário diferente e pensarmos em quando apresentarmos uma tendência, como as pessoas reagiriam:

  • imaginem que nos tempos atuais ainda não utilizássemos “talheres” e projetem um refeitório lotado de programadores de diferente projetos devorando suas marmitas, despedaçando o bifão com os dentes, rasgando a folha do alface com os dedos e esperando o feijão esfriar para não queima-los (programadores orcs eu diria), eis que um deles abre uma matéria em uma revista que falava sobre uma nova tendência que se chamava “UOT – Usem Os Talheres”
  • o conceito resume-se em utilizar alguns objetos metálicos para ajudar nas refeições, os objetivos são brandos e claros como: facilitar o corte de alimentos como carnes e legumes, não sujar as mãos durante a alimentação e comer de uma forma mais elegante.
  • as discussões sobre essa nova tendência começam, os mais geeks já entram no eBay para encomendar um jogo de talheres enquanto os demais discutem sobre usá-los ou não, a maior discussão gira em torno do “usando ou não vou comer minha marmita do mesmo jeito”.
  • com o tempo olhando o refeitório percebemos as divisões, uma parte que começou a usar não largou mais de tão satisfeitos, outros usaram e largaram e uma parte nem chegou a usá-los.

Nesse caso, quem está certo? os que aderiram a novidade, os que começaram e largaram ou os que nem querem saber?

Hoje por tudo que já passei, posso chegar a conclusão que de início ninguém está certo, ou melhor dizendo, eu que estou fora da situação não posso julgá-los, mas posso afirmar que estão certos aqueles que de fato viram suas reais necessidades e concluíram se precisam realmente dos talheres ou não. Cada caso é um caso.

E você? qual seu ponto de vista?

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o que fazer com um chicken?

Canja? nuggets? uma porção de frango a passarinho? brincadeiras à parte, gostaria de saber qual a experiência de vocês em relação aos chickens.

Não lembro aonde li, mas me recordo de ter visto em algum livro ou post que dizia +- assim: “…com o andar do sprint, os pigs identificam um chicken no time, caso haja algum…”

  1. vocês concordam com essa abordagem?
  2. ja identificaram algum chicken no time?

Acho que a maior dúvida é, quais atitudes devemos tomar quando isso ocorrer!? discuti esse tema essa semana com meu amigo e o mesmo me disse que passou por uma situação parecida, e no caso deles, eles ajudaram o chicken a ser um pig novamente. Sem dúvidas essa me parece ser a melhor escolha (todo mundo sai ganhando), porém, o chicken muitas vezes não sabe que ele é um chicken e não aceita ajuda, dificultando mais ainda (já passei por tal situação, o rapaz não aceitava ajuda).
Qual o papel do scrum master nesse caso? será que os pigs devem informar aos SM sobre o provável chicken ou se o SM for participativo o suficiente ele teria percebido o mesmo que o restante do time? e se apenas você acha que um membro do time é um chicken? e se fora do trabalho o chicken é um grande amigo, como deixar de lado a amizade e pensar no lado profissional? quanto um chicken pode comprometer um sprint? muitas…muitas dúvidas! afinal, gostaria que contassem se ja passaram por situações parecidas e o que decidiram.

ps: vale lembrar que minha experiência com scrum é pequena, mas por favor, me corrijam se falei muita besteira :)
ps2: em nenhum momento criei esse post para crucificar alguém, apenas tenho real interesse na experiência de vocês, acredito que são temas como esse que nos enriquecem e nos deixam mais preparados para as situações do nosso cotidiano.

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news

É faz um tempinho que não “posto” nada aqui, mas estou preparando alguns posts e assim que possível estará no blog.
Esse post específico é apenas uma “prestação de contas” para registrar como andam minhas expectativas, em posts passados registrei bons momentos que se misturavam a otimismo e ilusão, mas que de alguma forma servem como um histórico de como tenho evoluído. Bom vamos lá!

Minhas expectativas em voltar a trabalhar com scrum não poderia ser melhor, tenho apreendido muito todos os dias, a cada daily meeting, planning, reviews e retrospectivas. Aprendizado esse que começa desde o planning poker até as reviews, conceitos sobre scrum que eu achava correto estavam totalmente errados, mas que só consegui descobrir após discussões com pessoas do time que possuem mais experiência (muito mais eu diria), discussões essas valiosissimas que renderiam bons temas para posts. Não saberia definir uma palavra para descrever a sensação que tenho de trabalhar com esse pessoal, mas uma coisa é certa, eu realmente tenho sorte, pois além de serem ótimos profissionais também me acolheram super bem, alias, isso sempre ocorreu em todas empresas que trabalhei até hoje. Sortudo ou não?

Essa semana completo 4 meses na casa da AdaptWorks, foi muito rápido!

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